Dans Paris

Semana passada eu assisti a uma comédia romântica francesa chamada “O amor dura 3 anos”. O filme é legal, leve, o tipo de humor que me agrada porque os personagens conseguem rir de si mesmos, fazer piada de suas própria vidas, mas de uma forma natural, sem ser forçado, sabe? Adoro quem sabe rir de si mesmo, acho, inclusive, uma coisa extremamente sensual. Quem quiser um resumo da história pode procurar em outro blog, o que eu achei interessante, e vou mencionar por aqui, foi a forma como a figura feminina foi tratada. A figura feminina infiel, para ser bem específica.

A personagem principal, mulher linda, encantadora, arrebatadora, bem humorada, inteligente, nada ciumenta, do tipo de mulher que não existe todos os homens desejam, apaixona-se pelo primo do seu marido. E trai o marido. E vai viver com o primo. E se sente traída pelo primo. E volta para o marido. E o marido a recebe de volta sem problemas, sem traumas, sem “você me traiu com o meu primo, nunca vou te perdoar!”, ele simplesmente a aceita de volta sem dramas, sem cobrança, sem mimimi. Gente, achei a cena tão libertadora!

Veja bem, não estou aqui defendendo que as mulheres saiam por aí traindo seus maridos, longe disso! O que eu quero destacar é que nem sempre uma traição é o fim do mundo. E nem que o traidor precisa ser esculachado para o resto da vida. Principalmente se o traidor é uma mulher. Porque vamos ser sinceros, mulher que trai o marido é o diabo na terra! É a pior das criaturas! É Eva! E se o marido resolve perdoar a traição, passa a ser considerado o corno manso, o fraco. No entanto, quando é o contrário, marido traindo a mulher, o perdão é plenamente aceitável, esperado até… Existe isso?Infelizmente sim. Talvez por isso a cena tenha me agradado tanto. Houve traumas, houve perdão.  E a vida seguiu em frente, sem neuras.

Já me disseram que em Paris é assim. Não deve ser para todo mundo, lógico, mas achei tão legal, como eu disse, tão libertador. Porque o que mais vejo é gente se apegando a convenções sociais, comportamentos preestabelecidos e aceitos pela sociedade e esquecendo de fazer o que tem vontade. Agir de acordo com o que elas acreditam ser o melhor para si.

Sua parceira te traiu e se arrependeu? Ou não se arrependeu, mas decidiu que te quer de novo? Se você ainda a ama e tem vontade de continuar com ela, não deixe que a sociedade te reprima. Faça o que seu coração mandar. Vá ser feliz! Ou pelo menos tente. Mas esqueça o passado! Se for para ficar remoendo a traição, melhor partir para outra, não se iluda. Tem que ser muito desencanado, eu sei, despir-se do orgulho próprio também,  mas o amor é assim. Se valer a pena, comece do zero. E viva! Paris é aqui.

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